Mais vida espiritual e menos letra morta

Parece que estão transformando a vida cristã, o andar com Deus em coisas científica, racional, lógica; quando, de fato, as verdades de Deus, jamais serão compreendidas pela racionalidade, pela ciência, ou pela filosofia (1Co 2.7).

A vida cristã não é filosofia de vida; é novo nascimento. Como explicar isso? Nem o doutor Nicodemos, príncipe dos Judeus entendeu, nem doutor algum poderá entender, a não ser que seja iluminado pelo Espírito Santo de Deus (Jo 3.1-12). O Apóstolo Paulo, escrevendo aos crentes da cidade de Éfeso, diz: “A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada a graça de anunciar entre os gentios, por meio do Evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo” (Ef 3.8).  A não ser que, o Espírito Santo, que é aquele que nos mostra, revelando essas riquezas, opere em nós, como disse Jesus em João 16.13: “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir”, não adianta estudar os originais do hebraico, do aramaico, do grego, estar aos pés de grandes mestres, que tudo será apenas letra; nada mais que letras mortas e vazias. É ai que surgem as discussões intermináveis, porque, não há revelação do Espírito, mas sim, conhecimento da letra. Quando o Espírito revela, o homem cai aos pés de Cristo como aconteceu com o perseguidor Saulo, que deixou tudo, por causa do conhecimento de Cristo Jesus (Fil 3.8).

Estão teologizando demais! Querendo falar o que a Bíblia não fala. Daí nascem contendas, porfias, invejas, orgulhos, facções, e, até ofensas aos irmãos na fé. Pergunto: Estará o Espírito Santo de Deus feliz com tudo isso? Será que não estamos perdendo tempo com coisas que nos separam, em vez de ganharmos tempo com aquilo que nos une? Escutemos mais uma vez o apóstolo dos gentios: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes, cada um, o que é de outrem. Comei de tudo quanto vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Digo, porém, a consciência, não a tua, mas a do outro. Pois por que há de a minha liberdade ser julgada pela consciência de outrem? Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10. 23-25,29,31).

Paulo ainda nos exorta que não devemos ter contendas em palavras, que para nada aproveitam (2Tm 2. 14). O que estamos assistindo, já há muito, são discórdias entre irmãos, e isso, hoje pelo fácil acesso a mídia, e a velocidade da mesma, chega aos incrédulos e incautos, que passam a nos criticar e dizem: É por isso que não quero saber de ser crente. Para viver em uma guerra dessa eu prefiro ficar como e onde estou.

É tempo do povo de Deus, daqueles que realmente são nascidos de novo, começarem a buscar mais vida espiritual. Orando mais, consagrando suas vidas em jejum e oração. Leitura devocional das Escrituras, se humilhando na presença de Deus, pois só assim, o mundo verá Cristo em nós, e, rendidos aos pés de Cristo dirão: Esse povo é o povo de Deus!

Parece que o que estamos vendo é um orgulho, de quem sabe mais; quem pode mais; quem vence a parada. Amados, Evangelho não é isso. Evangelho é muito mais vida, é poder de Deus. É quando o homem desaparece, e Cristo Jesus aparece em sua vida. Muitas vezes, quando parece que perdemos é ai que ganhamos. Quando mataram Jesus na cruz, os inimigos pavonearam batendo no peito, dizendo: vencemos aquele embusteiro. Não sabiam eles, que aquela aparente derrota de Jesus Cristo; foi a grande vitória sobre o diabo, o mundo e o pecado. Onde os homens que estavam irremediavelmente perdidos, tiveram a oportunidade de serem livres do poder mordaz de satanás.

Oremos mais buscando em Deus a sua direção. Voltemos ao altar da santidade, do poder, da oração, da glória de Deus. O inimigo tem ganhado terreno com essas discussões inócuas, que não têm levado a nada. Paulo, teve grandes e profundas revelações de Deus, como a do arrebatamento em 1ª Coríntios 15. Também de ter ido até ao terceiro céu, 2ª Coríntios 12, mesmo assim ele exclama dizendo: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus. Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado? Porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém” (Rm 11.33-36).

Atentemos para isso!

Pr Daniel Nunes da Silva.