Evangélicos realizam capelania em hospital de Campina Grande

Todos os dias centenas de pessoas passam pelos corredores do Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes em Campina Grande. Em um ambiente de sofrimento e dor, muitos visitantes trazem consigo palavras de conforto para os pacientes e familiares.

Um desses voluntários é o presbítero João Ferreira que em meio a tantos lugares para evangelização, escolheu essa unidade hospitalar para fazer o trabalho. Membro dos Gideões Internacionais, toda semana ele faz a visita entregando exemplares do Novo Testamento. “Eu acho que no hospital, a pessoa que esta no leito, está com o coração aberto. E quando nós entregamos a palavra para ele a gente vê que ele está com sede de ouvir e de ler a palavra de Deus. E muitos saem daqui salvos, porque aceitam Jesus aqui no leito do hospital, então assim são duas curas que eles recebem a material e a espiritual para a sua alma e é isso que nos traz alegria”, disse.

O técnico em eletrônica, Manoel Rodrigues de Sousa é um dos pacientes tratados no hospital, a pouco mais de 10 dias internado ele percebe a importância de receber uma visita como essa. “Eu me sinto bem, porque a gente percebe que nesse momento apesar das pessoas estarem doentes, mas existem pessoas preocupadas com isso, e é muito importante esse trabalho tenho percebido isso aqui no dia a dia”, afirmou.

Com o coração aberto, esses pacientes recebem o apoio de voluntários que, de leito em leito, plantam esperança em seus corações, seja com uma conversa ou mesmo uma oração, o alívio é imediato. Segundo o pastor Daniel Nunes, presidente da Igreja Assembleia de Deus em Campina Grande, esse trabalho contribui para que o Evangelho alcance pessoas necessitadas.

As pessoas que estão enfermas elas estão muito carentes de uma palavra, principalmente uma palavra da Bíblia, a palavra de Deus. E esse é o momento de você confortar essa pessoa com a palavra de Deus, e muitas são alcançadas pelo evangelho. Porque as pessoas que não param para ouvir a palavra quando estão doentes, precisam ouvir. Dão ouvidos e a palavra desce ao coração e eles acabam crendo no evangelho”, explicou o pastor.

Mas para entrar nas clínicas e hospitais é necessário um treinamento especializado, assim a visita se torna mais proveitosa e a mensagem do Evangelho alcança tanto os pacientes como os familiares. Por isso, há mais de 90 anos o ministério de capelania vem levando a Palavra e Deus aos hospitais, trazendo alívio espiritual no momento da dor.

Um dos capelães é o pastor Ivandro Costa que contextualiza a história desse trabalho evangelístico. “A capelania não é de hoje, mas de 1920 a 1925 onde teve seu início nos Estados Unidos, mas precisamente em Massachusetts com um pastor que estava enfermo na época e ali ele teve a idéia de reunir o pessoal e ministrar para eles um curso e depois foi se estendendo em outros países e chegou ao Brasil basicamente na segunda guerra mundial, tendo alguns capelães que atuaram não só na parte hospitalar, mas também área militar durante a guerra”, destacou o capelão.

Para investir em treinamentos nessa área, o pastor Ivandro Costa vai ministrar um curso de capacitação na Faculdade Evangélica de Campina Grande (FAEPB) e compartilhar, em sala de aula, as experiências que vivenciou ao longo de 20 anos como capelão. “A questão do aprendizado é importante porque capelania não se faz de todo jeito. Infelizmente alguns cometem erros, e é preciso que isso seja revisto. Existem normas nos hospitais e nas clinicas, existe normas nos quartéis, regras, e é preciso que isso seja obedecido”, afirmou.

Diante dessa necessidade, o pastor Daniel Nunes esclarece a importância do trabalho, lembrando que nem sempre foi possível evangelizar no ambiente hospitalar. “Já houve tempo quando, principalmente, nós evangélicos não tínhamos a abertura para entrarmos nos hospitais. Hoje não, graças a Deus nós temos muitos irmãos que trabalham nos hospitais, existem diretores de hospitais que são evangélicos e mesmo aqueles que não são, mas eles veem a importância da capelania evangélica dentro dos hospitais, trazendo a Palavra de Deus. Então, hoje podemos ver com bons olhos e cada dia mais temos que avançar aproveitando essa oportunidade para fazer a obra de Deus nos hospitais”, concluiu.

Reportagem: Leonarda Barros
Imagens: Veneziano Gonçalves