IPESQ recebe doações do departamento Infantil da IEADCG

A União Infanto Juvenil da Igreja Assembleia de Deus em Campina Grande (UNIJAD) entregou mais de 100 itens ao Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (IPESQ). A doação foi realizada por crianças que freqüentam as congregações da cidade e que participaram de um desafio missionário em outubro de 2017.

Segundo Gláucia Maria Leal, coordenadora da UNIJAD, os donativos foram arrecadados dentro de um evento missionário e parte das doações foram separadas para o instituto, tendo como um dos objetivos ensinar as crianças o ato de ser solidário. “É importante que as crianças entendam que a educação espiritual, a educação cristã envolve a solidariedade, envolve o compartilhar. Então missões é fazer isso, uma ação espiritual e uma ação social também. Quando a criança compartilha, quando a criança ajuda, ela esta sendo solidária, ela esta se lembrando que precisa amar a Deus e também amar ao seu próximo”, destacou Gláucia.

Dentre os materiais arrecadados estavam latas de leite em pó e cereais, kits de fraldas e sandálias para as crianças que são atendidas pelo instituto. Para a coordenadora infantil, conhecer a realidade do IPESQ traz um alerta de que pode contribuir para a melhoria de vida dessas crianças.

Através dessas doações nós podemos ver que há uma necessidade urgente de acompanhar e dar esse suporte para essas crianças que chegam agora atendendo essa necessidade especial que é a microcefalia, e nós sabemos que o pouco que nós podemos fazer, porque são tantas as necessidades que elas têm, mas o pouco que nós podemos fazer acredito que tanto quanto outras pessoas quiserem, nós vamos estar aqui também para ajudar”, ressaltou.

Com a necessidade de cuidados especializados, o Instituto de Pesquisa foi criado para acompanhar o desenvolvimento das crianças com microcefalia, e segundo a doutora Adriana Melo, a assistência social se tornou um complemento para os bebês.

O IPESQ é uma ONG e sobrevive de doações. Em fevereiro de 2017 a gente resolveu tomar esse ato corajoso de criar essa ONG que trata de crianças especiais e isso não é fácil. Então em Julho, a gente inaugurou e a gente oferece aqui tratamento de fisioterapia que é considerado hoje referência no Brasil, fora isso as necessidades são muitas, tendo em vista que a maioria usa medicamentos e esta endividada nas farmácias porque só de medicamentos passa de mil reais”, disse a médica Adriana Melo.

Ainda de acordo com a médica, o centro de apoio tenta minimizar o sofrimento das crianças, tendo em vista que a maioria é de renda baixa e precisa de ajuda social.

A gente doa de fralda ao leite em pó. O espessante que as crianças precisam para tomar água, porque elas não conseguem tomar água normal. A água vai direto para o pulmão e elas podem ter pneumonia, então elas precisam tomar água engrossada, e a gente dá esse espessante. E damos também o suplemento alimentar, porque muitas são desnutridas, tem latas dessa que custa 145 reais e são 4 latas por mês. Então não daria no orçamento, de uma pessoa que sobrevive do benefício. Então a gente tenta minimizar essa angústia, porque já não basta a dor de ter uma criança, às vezes com crise convulsiva, uma criança que esta com pneumonia. A mãe ainda tem que se preocupar em não ter o dinheiro para comprar uma fralda, para comprar um leite, então a gente tenta minimizar um pouquinho essa angustia das mães”, lembrou Adriana.

Segundo Amanda Loise de Lima, mãe da pequena Lívia de 1 ano e 9 meses, para garantir que sua filha receba o melhor cuidado, ela conta com ajuda das doações que chegam ao IPESQ. “Ficamos muito felizes em ver o pessoal ajudando. Porque realmente a gente precisa muito, e agradecemos as pessoas que doam que não sabe o tanto que ajuda a gente, não só a mim, mas a outras mães também”, disse Amanda.

Para doutora Adriana Melo, atitudes como essa de doação devem ser incentivadas a nova geração para fazer a diferença no futuro. “O que a gente vê hoje no mundo é um egoísmo muito grande. Cada um acha que só vai acontecer com você e não se preocupa em ajudar e eu acho que as crianças elas tem que ser moldadas para ser diferentes. Acho que a gente esta precisando de uma nova geração, com um pensamento que vá além. Com pensamento de doação, de preocupação, de distribuição. Às vezes a pessoa tem pouco, mas o pouco que tem, dá sim pra distribuir com outras pessoas. Para repartir com outras pessoas”, falou.

A coordenadora adjunta da UNIJAD, Rosilene Silva também é pedagoga e ensina a crianças com necessidades especiais. Segundo ela é importante conhecer a realidade do IPESQ para ser motivado a ajudar ainda mais.

As pessoas precisam conhecer, se despertar pra visitar esses ambientes, porque vão conhecer as carências de outras que precisam de ajuda. E nós como igreja do Senhor temos e podemos dar essa ajuda, principalmente espiritual, porque a gente encontra mães, famílias carentes, necessitando realmente desse apoio, então nós podemos fazer isso”, destacou Rosilene.

Reportagem: Leonarda Barros
Imagens: Sergio Souza