Projeto Dorcas abre mais um pólo em CG

Cerca de 30 mulheres estão sendo beneficiadas por cursos oferecido pelo Projeto Dorcas da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Campina Grande (IEADCG). A Congregação Adonai, no Bairro das Cidades, tem cedido o espaço em anexo para o encontro todas as terças-feiras no turno da  tarde.

A inauguração aconteceu no mês de julho e marca a inauguração do segundo pólo do projeto na cidade. De acordo com a coordenadora, Adeilza Santos: “O nosso projeto vai às áreas carentes de Campina Grande, então como o primeiro foi no Pedregal, surgiu à oportunidade de abrir um aqui no bairro das cidades. Então a gente veio, falou com o pastor setorial, com o dirigente da congregação e graças a Deus esta dando certo”, afirmou.

Segundo o pastor setorial, João José Alves, a oportunidade também serve para falar do Evangelho para as alunas que participam do projeto. “Além de elas aprenderem uma profissão, também tem sido alcançadas a luz da palavra. Porque fazemos oração, a leitura da palavra de Deus e todas elas participam. Creio que o nome do Senhor tem sido glorificado e nós vamos ver em breve vidas, dentro desse projeto, rendidas aos pés do nosso senhor Jesus Cristo”, disse o pastor.

Ao todo, são oferecidos 4 cursos: Vagonite, Bordado com fitas, Tiaras e laços e Cabeleireira e está previsto para durar 5 meses. Algumas alunas já aproveitam a oportunidade para criar lindas peças.

Magna Kerolayne da Silva Tavares é dona de casa e já sabe o que vai fazer com os bordados de vagonite. “Essas coisas a gente pode aprender e usar para decorar a casa de varias formas. E para o meu dia a dia é uma profissionalização, que a gente esta tendo”.

A jovem Poliana da Silva também acredita que vai ajudar na sua vida profissional e melhorar a renda no lar. “eu estou desempregada no momento, e vi uma oportunidade de fazer esse curso que, com as coisas que estou aprendendo agora, futuramente eu posso fazer, vender e dar lucro para mim”, ressaltou.

      

Outra dona de casa prendada é Irenice Santana que viu no curso a chance de ampliar seus conhecimentos. “Eu quis aprender mais. Já sei ponto cruz, e queria aprender vagonite, porque quanto mais aprender melhor. Além de poder fazer e vender para ganhar um dinheirinho e ajudar em casa”, destacou.

O sonho da aluna Marilene Silva Adelino, vai ainda mais longe “eu espero que não só eu, como todas as minhas colegas, possamos sair daqui como profissionais, para a gente exercer a nossa profissão lá fora, e sermos dona de nossos próprios salões”.

Além do aprendizado oferecido nos cursos, o maior presente também está nos laços de amizade entre elas e as professoras. A coordenadora local, Maria de Fátima Ferreira demonstrou alegria em ver a mudança na vida das alunas. “Eu fico muito feliz quando eu vejo elas conversando, dizendo que estão se sentindo bem. Eu fico com o coração muito alegre porque fui no lar delas, convidei, e elas me atenderam.  Vieram e estão se sentindo bem, a cada dia uma chega me dá um abraço, me agradece, me dá um beijo, eu retribuo e assim tem sido”, falou Maria de Fátima.

Quem também observa essa mudança de atitude é a professora Wilde Aparecida Gomes. “Eu vejo nelas o interesse tanto de ajudar em casa com o financeiro, quanto também em estar em agrupamentos, interagir com outras pessoas. Então a gente aproveita esse momento para fazer elas também acumularem outros conhecimentos”, disse.

Além da profissionalização, a coordenadora Adeilza Santos também acredita que a ajuda vai além da instrução material. “Das 30 alunas, 12 são evangélicas e 18 não são evangélicas, então nós já temos visto o testemunho delas, de dizer que estão se sentindo mais a vontade. Tem pessoas com depressão, pessoas que fazem hemodiálise, que estão aqui no curso. E nós as tiramos de dentro de suas casas e trouxemos para passar à tarde conosco. Aqui para falar de Jesus, para mostrar que Jesus é bom e ensinar uma profissão”, esclareceu.

Mesmo com um espaço pequeno, as alunas são animadas. Alguns cursos como vagonite e bordados com fitas são ministrados ao ar livre e o ambiente serve até de inspiração na hora da criatividade. “Como eu sou dona de casa a gente passa o dia atarefada, mas a tarde serve para gente espairecer. E aqui também é um momento de busca entre as irmãs, e é muito bom”, lembrou Magna Kerolaine da Silva. “Além do ambiente as professoras também são ótimas, elas tem paciência, que é o principal. Tendo paciência da pra levar, da para aprender”, confessou Poliana.

Os cursos vão contribuir na profissionalização dessas mulheres, mas para que o projeto tenha continuidade, é necessário ajuda de voluntários que cooperem com a obra. “Se você quiser nos abençoar, nos procure na assistência social da igreja para doar a sua oferta, e venha abençoar vidas porque aqui na terra a gente não leva nada, a bíblia mesmo diz que a gente tem que juntar tesouros no céu. Então o nosso dinheiro, o que Deus nos proporciona é exatamente para abençoar outras pessoas”, conclui Adeilza.

Reportagem: Leonarda Barros
Imagens: Veneziano Gonçalves / Divulgação Projeto Dorcas

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