Semeando a obra missionária em família

A cada moeda colocada no cofrinho, uma semente cultivada. Essa simples ação faz parte do dia a dia dos irmãos Gabriel e Gabriela que moram na cidade de Campina Grande e já aprenderam a amar a obra missionária.

De acordo com o pai das crianças, Darley Gouveia, que também é pastor setorial da Assembleia de Deus em Campina Grande, a ideia de contribuir com missões é antiga e nasceu no coração do casal que desejavam ensinar a importância de missões para os pequenos.

A obra missionária é algo sublime de grande importância para a família. E contribuir com ela é uma forma de glorificar a Deus, então como nós devemos ensinar as crianças? Em tudo, em todos os preceitos divinos, e a oferta missionária faz parte dele e nós ensinamos fazendo. Eu sei que criança gosta de moeda, então tive a ideia de pegar as cédulas e trocar em moeda. E a partir daí, a gente passou a fazer, é precedido por um culto, e aí a gente distribui as moedas e cada um dá a sua oferta”, informou pastor Darley.

E a estratégia vem dando tão certo, que além de colocar as moedinhas, as crianças também sabem o que deve ser feito, foi o que a pequena Gabriela Gouveia (10) afirmou. “Eu acho legal na hora dos cofrinhos, é bom porque reúne toda a família para colocar as moedas dentro do cofrinho, e eu oro antes de dormir pelas crianças que estão longe, pelas crianças necessitadas”.

Para a mãe Alessandra Gouveia, é um privilégio ver que seus filhos estão seguindo os caminhos do Senhor e aprendendo a amar a obra missionária, com o exemplo dos pais. Essa vontade que eles tem em contribuir, porque às vezes não parte nem de nós mesmos, eles vão tomam iniciativa e fazem. E isso é sinal que algo está sendo plantado e eu tenho certeza que bons frutos serão colhidos”, ressaltou Alessandra.

De acordo com o pai, os frutos desse ensinamento já são visíveis na vida de seus filhos, e é algo que ele deseja repercuta por muitos anos.

Para o Gabriel, todo dinheiro que ele pega, já leva para o cofrinho. O tio dele dá dinheiro e ao invés dele comprar alguma coisa, ele já se habituou a colocar o dinheiro no cofrinho. Do mesmo jeito Gabriela, sempre tem esse cuidado com oferta. E o prazer que eles tem de levar o cofrinho, que eles mesmos colocaram a moeda. Então está virando um hábito na vida deles que eu espero que levem para a vida adulta, e ensine permitindo Deus, seus filhos e a sua descendência”, destacou o pastor Darley.

As ofertas dadas com amor por essa família vão além das fronteiras territoriais. Seu propósito frutificará no crescimento do reino de Deus em outros campos. Daí a importância de uma simples ação que pode se estender a toda a igreja de Cristo.

De acordo com o secretário da SEMAD-CGPB, pastor Pedro Tadeu Maia, o ensinamento dos pais influência consideravelmente a vida dos filhos e ensinar a nova geração a amar a obra missionária é uma tarefa singular.

O exemplo dos pais é essencial, pois  se o filho ver os pai fazendo a doação, eles vão entender que aquilo é correto. Então eu creio que se os pais derem o exemplo e ensinarem, as crianças vão assimilar aquilo com muita facilidade, sem pressão, sem constrangimento. Ela vai sentir o desejo de fazer a mesma coisa que o papai e a mamãe fazem. Isso é muito importante, porque ela já assimila essa ideia”, disse o secretário.

Desde 1997 a Secretara de Missões da IEADCG instituiu o cofrinho para auxiliar na manutenção dos missionários enviados pela igreja, daí a importância de incentivar desde cedo o amor por missões.

É importante nós conscientizarmos essa nova geração de crianças e adolescentes porque eles vão dar continuidade a esse trabalho e não só continuidade, eles vão dar expansão a esse trabalho, então é bom incutir no coraçãozinho deles, já é esse compromisso, esse ensinamento de estar preocupado com o missionário, e como fazer para ajudá-lo a ter uma vida igual a nossa”, concluiu o pastor Pedro Tadeu.

 

Reportagem: Leonarda Barros
Imagens: Veneziano Gonçalves

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