Projeto Dorcas chega à comunidade da Ressurreição

Projeto Dorcas na Congregação Cristo Vive

Com o objetivo de oferecer uma vida mais condigna às mulheres de localidades carentes da cidade e Região, a Secretaria de Assistência Social (SAS) da Igreja Assembleia de Deus em Campina Grande (IEADCG) deu início em setembro de 2017 ao Projeto Dorcas. O pontapé inicial foi dado com a inauguração do primeiro núcleo no bairro do Pedregal, onde na Congregação Paz no Vale reuniram-se as primeiras alunas para as oficinas artesanais.

Diante dessa experiência, viu-se a possibilidade de ampliação para outras comunidades da cidade. Além do Pedregal, o projeto encontra-se instalado nas dependências das Congregações Adonai (Bairro das Cidades), Rocha de Israel (Jardim Atalaia) e agora passando a funcionar no bairro Ressurreição na Congregação Cristo Vive contando com 35 alunas matriculadas. No setor 7 nós temos alguns lugares aqui próximo à Ressurreição, que é o Jardim Vitória e temos também o Novo Horizonte que não faz parte deste setor, mas é próximo da congregação e nós vimos a necessidade, porque é um bairro que tem uma comunidade carente, um povoado que precisa ser acolhido pela igreja, esclareceu Adeilza Santos, que é coordenadora do Dorcas e assistente social da IEADCG.  

Curso de Cabeleireiro

Ao todo, 5 cursos estão sendo oferecidos às alunas, sendo eles o de Vagonite, Bordado com Fitas, Crochê, Customização de Sandálias e Cabeleireiro. Uma das beneficiadas é a dona de casa Maria Bezerra Araújo, que aos 75 anos se matriculou no curso de laços e fitas. Através desse envolvimento, ela almeja levar adiante aquilo que aprendeu. “A gente vai aprendendo aos poucos com as professoras. Aqui eu estou resgatando o que eu havia esquecido com o passar do tempo. E quem sabe eu também não passe a ensinar outras pessoas com aquilo que estou pegando aos poucos nessas aulas”, disse a aluna com entusiasmo.

Customização em sandálias sendo aprendida por alunas do noco polo

O nome dado ao projeto faz alusão a personagem bíblica que, com generosidade, ajudou a muitos através de suas boa obras. Dorcas foi a única mulher na Bíblia Sagrada a ser chamada de discípula. Ela cuidou de várias mulheres de sua época lá em Jope. Então, ela prestava assistência a várias pessoas, fazendo vestimentas para as mulheres que acabaram se apegaram a Dorcas.E ela nos deixou um a grande lição, que assim como muitas mulheres que ela cuidava naquele tempo, hoje existem outras tantas que precisam ser cuidadas por nós, pela igreja”, explicou Adeilza Santos.

A busca por profissionalização tem sido cada vez mais constante entre mulheres de baixa renda. Diante dessa realidade, o Projeto Dorcas tem feito a diferença na vida dessas alunas proporcionando a elas a oportunidade de obterem a sua própria renda e, assim, mudarem de vida. “Eu estou achando bem interessante,  porque eu posso aprender, posso ganhar algum dinheiro como também eu, futuramente quem sabe, não possa ser também uma professora voluntária”, disse a dona de casa Dilma Patrícia Calafange, aluna do curso de Vagonite.     

E quem compartilha desse mesmo pensamento é a estudante Ruth Costa (12). Nas palavras dela o aprendizado em customização em sandálias é mais que uma ocupação. “A gente está aprendendo a fazer várias coisas por aqui como umas florzinhas para poder customizar as sandália para ficar bem bonitinha para no futuro, se der tudo certo, a gente vender e ter uma finança a mais”, descreveu.

Projeto Dorcas

Segundo a coordenadora do polo no Setor 7,  Ana Costa, o projeto vem para fortalecer os vínculos de amizade entre suas participantes promovendo o bem-estar e a criatividade. “Que isso possa refletir na vida das alunas para que elas desenvolvam suas habilidades, podendo acrescentar, inclusive, financeiramente como uma renda na sua família, na sua casa, porque a gente deu um pontapé inicial, mas eu creio que com a perseverança delas, com a criatividade delas, elas vão conseguir muito mais”, enfatizou.

E criatividade foi o que não faltou na hora de começar a produzir os primeiros artesanatos. Para a costureira Josenir, ser acolhida pelo Dorcas e aqui retomar aquilo que sabe fazer de melhor foi algo que veio para ajudá-la em vários aspectos de sua vida. “Comecei costurar com 13 anos  foi aí eu parei faz um ‘bocado’ de tempo que eu passei para tomar conta de minha mãezinha e agora ela faleceu aí eu agora estou procurando de novo para não ficar tão parada no tempo, que ninguém pode parar no tempo, não pode não porque a saúde é muito importante, a saúde agradece.”  

E para que todo esse aprendizado seja possível, o projeto tem contado com a colaboração de professoras voluntárias que, com amor, compartilham aquilo que sabem. “Recebi o convite da minha irmã para ser uma professora de crochê, que é o que eu faço e ensino aqui para as meninas, e eu fiquei muito honrada, porque eu sei que Deus me ouviu logo e atendeu o desejo do meu coração. Então, para mim é uma honra muito grande estar aqui”, comentou a professora Adecilda Santos.    

Aluna do curso de Vagonite aprendendo seus primeiros artesanatos

Além desse apoio vindo de quem se empenha em estar ensinando, o Dorcas também tem se mantido através de ajuda financeira. Mas para que o projeto prossiga abençoando a vida das alunas é necessário que cada vez mais pessoas abracem essa causa. “Nós temos 15 mantenedoras já fixas no Templo Central, mas nós precisamos de mais pessoas para ajudar a manter essa obra,  porque antes eram apenas 25 alunas, hoje estamos com 140. Então, eu preciso,você que sente o desejo no coração, essa vontade, essa chama, mas não pode estar conosco nas aulas, mas você quer abençoar a Obra se junte a nós se doando, investindo por meio de sua oferta, tanto pode ser em espécie como pode ser em material também para o projeto.

Reportagem: Victor Posse
Imagens: Jonathan Alves

Compartilhar é se importar!