Quais são os nossos maiores desejos para o ano de 2020?

Quais são os nosso maiores desejos para o ano de 2020?

(12) “Não que já tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. (13) Irmãos, quanto a mim, não julgo que o tenha alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, (14) prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3. 12-14).

Mais um ano termina, e com ele muitos sonhos e projetos ficaram para trás. Ficaram também dissabores, tristezas, acusações, lágrimas, dores, etc. Como também marcaram nossas lembranças abraços, apertos de mão, sorrisos, palavras de ânimo, concretização de planos, e muito mais. A vida é uma estrada sem retorno. Ninguém caminha para trás. Não há como fazer isso. Há até o provérbio que se diz: Para frente é que se anda. Isso é verdade! Mesmo as decisões erradas que tomamos na vida, quer seja uma palavra que não devia ser falada, mas falamos, uma viagem que não devia ser realizada mas realizamos, um dinheiro que não era para ser gasto mas gastamos, […] e por aí vai. Sem retorno, sem volta, sem arrependimento. Se diz que: “palavra falada é flecha lançada”. Envolvidos pelo invólucro imperfeito do espírito e da alma – nosso corpo – estamos sempre a mercê do erro. Assim como a pombinha solta por Noé pela janela da arca, nossa mente vagueia procurando um lugar para pousar, e, muitas vezes pousa onde não devia pousar. Exatamente pela síndrome do velho Adão que persiste em habitar em nós. Mesmo que estejamos constantemente dizendo que ele já não nos domina mais. Magoamos, guardamos mágoas, cometemos o mal de algumas vezes espalhar contendas, mexericos e discórdias em nossos círculos de amizades. Exatamente, onde mais devíamos buscar a unidade, é bem ali, que nosso velho homem batalha para fazer a discórdia. Depois lamentamos. Pensamos: Bem que eu poderia ser ponte e não esse profundo vale que separa. Poderia ser um pacificador e não um acendedor do fogo de contendas. Mas, falou mais alto o imperfeito homem adâmico.

Nesse ano que se finda, convido aos meus irmãos para fazermos uma profunda reflexão. Uma reflexão bem mais ampla, mais íntima, entranhável, que as costumeiras. Perguntarmos para nós mesmos: Quais são os meus maiores desejos para o ano de 2020? Sei que as coisas materiais, palpáveis e tangíveis, são aquelas que primeiro saltam e pululam da mente. Casa própria para quem não tem, faculdade do filho, casamento, emprego, ganhar mais dinheiro, ter uma vida melhor que em 2019,  trocar o carro, e por aí vai. Disse Jesus a esse respeito: “Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua gloria, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de toas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6. 25-34). Aí está a resposta de nossa pergunta. O que preciso buscar neste novo ano? O Reino de Deus e a sua justiça. Disse Paulo: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o tenha alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, (14) prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. O velho missionário da cruz, não estava preocupado com as coisas materiais, ele tinha um desejo: “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas as coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo” (Fp 3. 8).

Os bens materiais são conquistados pelo esforço, pelo trabalho, pelo estudo, isso tudo de maneira honesta e sem querer estorvar ninguém, nem invejar ninguém. Não, não precisamos disso! Aquele que manda a chuva e o sol, diz a Palavra: manda para os bons e maus. Mas, há algumas virtudes, que somente os que confiam no Senhor poderão alcançá-las. Ei-las: O acréscimo de mais fé, o amor ao próximo, a união com meus irmãos, o fazer o bem sem olhar a quem, a liberação do perdão, até para aqueles que se dizem nossos inimigos, que falam mal de nós que nos fez algum mal. Enfim, O desejo de ser útil no Reino de Deus, nos colocando como Paulo; escravos do Senhor Jesus Cristo, e dizendo: “Já não vivo eu, mas, Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Mediante a tudo o que aprendemos de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do apóstolo Paulo, precisamos então mudar nosso conceito do que queremos para 2020. Olhemos mais para os valores reais da vida. A fé, o amor, o perdão, o bom caráter, o melhorar nossos relacionamentos, o fazer sinceras amizades, o servir melhor a Deus sem almejar ser visto pelos homens e anelar recompensas terrenas, mas, sabendo, que aquele que tudo vê, nos recompensará na sua glória. Quem sabe, tenhas terminando um ano com profundas decepções, amargas experiências, e muito mais. O conselho paulino é esse: “Esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Faça como fez José: gere Manassés = esquecimento. Quem gera Manassés, depois vai gerar também a Efraim = frutificação, aumento. Esqueçamos o que ficou para trás, e prossigamos para o alvo da suprema vocação. O nosso alvo é o céu. Essa terra passará com grande estrondo, e os elementos ardendo se desfarão, mas, para o povo de Deus, nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo de suas asas. Deus nos abençoe neste novo ano que hora se inicia.

Pr Daniel Nunes da Silva – vosso servo